
Faça parte do movimento:
Quando um ser humano viu um pássaro voando,
poderia ter aceitado que o céu não era o seu lugar.
Que não tinha asas.
Que não havia sido feito para voar.
Mas não aceitou.
Olhou para aquilo que não podia fazer
e imaginou como poderia.
Antes do avião, houve a impossibilidade.
Da mesma forma, antes da cura, veio a doença sem resposta.
Antes de cada direito conquistado,
houve uma injustiça considerada normal.
Antes de cada futuro, alguém disposto a acreditar em algo que ainda não existia.
Essa é a inteligência humana.
Mas ela não é uma capacidade.
Nem a soma de todas elas.
Ela é algo que nunca termina de ser definido.
Porque tudo aquilo que é definido se torna delimitado.
E o humano não termina na sua definição.
O que é humano não está completamente escrito.
E justamente por não estar escrito,
ele pode ainda escrever.
Pode imaginar o que não existe.
Desejar o que nunca viu.
Tornar-se aquilo que ainda não é.
Importar-se com o outro.
Mudar de ideia.
Mudar de vida.
Mudar o mundo.
A definição é um limite.
A indefinição nesse caso é liberdade.
Foi assim que chegamos até aqui.
Não porque soubemos aceitar o mundo como ele era, mas porque nunca aceitamos que aquilo que existe seja o limite daquilo que pode existir.
E o primeiro mundo que nos recusamos a aceitar como pronto
somos nós mesmos.
ISSO é...










